Quando achamos que o mundo esportivo virou um amontoado de cifras e patrocinadores e ninguém mais lembra real significado da palavra esporte, nos deparamos com alguns casos que nos fazem recuperar a fé nas pessoas e nas competições epsortivas que amamos durante a vida. Nesta semana, o Rali Dakar trouxe duas destas histórias.
A primeira aconteceu na motos. O catalão Marc Coma, então líder da categoria já vinha com problemas de um acidente sofrido logo no início da 5ª especial, que danificou o radiador da sua KTM e o fazia perder a vantagem que tinha para o segundo colocado, Cyril Despres. Mas, na parte final da etapa, Coma passou pelo francês Olivier Pain, que havia acabado de sofrer um acidente e fraturado o pulso. A despeito de perder a etapa, a liderança momentânea e, quiçá, o próprio Dakar 2011, o espanhol parou sua moto e prestou socorro ao companheiro de profissão. Acionou o sinal de socorro e improvisou um sinalizador utilizando os capacetes. Após a chegada da equipe da Yamaha (sim, Pain pilotava para a concorrente...), Marc Coma montou na sua moto e seguiu para Iquique. Conta-se que, ao chegar ao acampamento da organização, Coma ainda foi chamar a atenção de outros pilotos que passaram e não prestaram nenhum tipo de ajuda.
Nada é previsto no regulamento para uma situação como essa, mas a atitude de Marc Coma foi tão esportiva que a organização do rali resolveu premiá-lo com uma quantia em dinheiro, algo como um prêmio pelo espírito esportivo, além de ter descontado todo o tempo que foi perdido pelo espanhol durante o socorro ao companheiro, trazendo-o de volta à liderança das motos.
Outro piloto que protagonizou um feito honroso neste mesmo dia foi o também espanhol Carlos Sainz. Durante o deslocamento para a largada da 5ª especial, a piloto Jennifer Morgan, de 41 anos, sofreu um grave acidente após cair de sua moto Yamaha e ficou inconsciente por alguns minutos, sofrendo também uma fratura na tíbia. Passando pelo local e vendo a piloto acidentada, Carlos Sainz e seu navegador Lucas Cruz imediatamente desceram do seu VW e ofereceram os primeiros socorros até a chegada da equipe médica. Com tudo resolvido, deram a partida para a terceira posição ao final da especial e a manutenção da liderança após as 5 primeiras etapas.
A curiosidade das duas situações é o fato de tanto Coma quanto Sainz serem lendas em suas categorias, líderes dos seus veículos e vencedores no Dakar e em outras categorias que disputam. Eu sei que, na pista, muitos fatores técnicos determinam a vitória e a derrota, então não cabe aqui nenhuma análise empírica ou de qualquer tipo de crença, mas até a física nos dá uma explicação plausível para atitudes assim de pilotos campeões como os espanhóis Carlos Sains e Marc Coma: para toda ação, há uma reação de igual valor. Entendam como quiserem...
A primeira aconteceu na motos. O catalão Marc Coma, então líder da categoria já vinha com problemas de um acidente sofrido logo no início da 5ª especial, que danificou o radiador da sua KTM e o fazia perder a vantagem que tinha para o segundo colocado, Cyril Despres. Mas, na parte final da etapa, Coma passou pelo francês Olivier Pain, que havia acabado de sofrer um acidente e fraturado o pulso. A despeito de perder a etapa, a liderança momentânea e, quiçá, o próprio Dakar 2011, o espanhol parou sua moto e prestou socorro ao companheiro de profissão. Acionou o sinal de socorro e improvisou um sinalizador utilizando os capacetes. Após a chegada da equipe da Yamaha (sim, Pain pilotava para a concorrente...), Marc Coma montou na sua moto e seguiu para Iquique. Conta-se que, ao chegar ao acampamento da organização, Coma ainda foi chamar a atenção de outros pilotos que passaram e não prestaram nenhum tipo de ajuda.
Nada é previsto no regulamento para uma situação como essa, mas a atitude de Marc Coma foi tão esportiva que a organização do rali resolveu premiá-lo com uma quantia em dinheiro, algo como um prêmio pelo espírito esportivo, além de ter descontado todo o tempo que foi perdido pelo espanhol durante o socorro ao companheiro, trazendo-o de volta à liderança das motos.
Outro piloto que protagonizou um feito honroso neste mesmo dia foi o também espanhol Carlos Sainz. Durante o deslocamento para a largada da 5ª especial, a piloto Jennifer Morgan, de 41 anos, sofreu um grave acidente após cair de sua moto Yamaha e ficou inconsciente por alguns minutos, sofrendo também uma fratura na tíbia. Passando pelo local e vendo a piloto acidentada, Carlos Sainz e seu navegador Lucas Cruz imediatamente desceram do seu VW e ofereceram os primeiros socorros até a chegada da equipe médica. Com tudo resolvido, deram a partida para a terceira posição ao final da especial e a manutenção da liderança após as 5 primeiras etapas.
A curiosidade das duas situações é o fato de tanto Coma quanto Sainz serem lendas em suas categorias, líderes dos seus veículos e vencedores no Dakar e em outras categorias que disputam. Eu sei que, na pista, muitos fatores técnicos determinam a vitória e a derrota, então não cabe aqui nenhuma análise empírica ou de qualquer tipo de crença, mas até a física nos dá uma explicação plausível para atitudes assim de pilotos campeões como os espanhóis Carlos Sains e Marc Coma: para toda ação, há uma reação de igual valor. Entendam como quiserem...




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